Category: Revolta

Ônibus (como publicado no PSVSite)

Recentemente quando vi a campanha do Doritos do agregador social – vulgo sofá – eu admirei a sacada da dupla de criação, mas juro que discordei que o sofá seja a rede social definitiva para juntar as pessoas. A verdadeira rede (e quando eu digo rede é porque estamos presos mesmo) é o ônibus. Quem negar que o ônibus é o maior agregador de pessoas é porque ou nunca andou, ou porque realmente não sabe o que é socializar.

O ônibus funciona como todas as principais redes sociais. De repente vem aquele ser que você nunca viu na vida, senta ao seu lado e começa a falar coisas e mais coisas para você sem nem ao menos perguntar se você está interessado, é tipo o Orkut. Depois, você curte quando a montoeira de gente começa a descer e libera espaço no corredor, quase como no Facebook. Agora, se você é um maníaco por Twitter, vai adorar ver aquele monte de gente seguindo-o no ponto em que vai descer.

Mas o ônibus não é apenas a maravilha das redes sociais que nos permite conhecer novas pessoas ou ganharmos retweets por aí. Dentro de cada Marcopolo, Caio, Mercedes ou Volvo esconde-se a natureza obscura de um habitat hostil e tenebroso.  Começa pela passagem dele que é absurdamente cara, porque normalmente o que você caminha do ponto ao seu destino supera toda a distância percorrida por ele, isso quando você vai daqui – aí, mas tem que dar aquele rolê absurdo até terminais.

Fora isso, você ainda tem que torcer para ter um banco livre, e num ônibus, banco livre é que nem unicórnio, pode até existir, mas você nunca irá ver, e quem viu e contou é tachado pela sociedade como louco. Enfim, você pega o ônibus para ir trabalhar ou estudar às sete horas da manhã, passa a catraca e o caminho para o purgatório está bem à sua frente – sorria; zilhares de pobres almas pagando os seus pecados em pé, com aquelas expressões faciais horríveis de sofredores e que se arrependem de nunca terem sido pessoas boas quando tiveram a chance, segurando no frágil suporte de ferro, dançando sobre os buracos do asfalto Estiges, que o Caronte que está ao volante faz questão de ignorar.

E seguimos todos na caravana do tio Hades. Mulheres pecadoras são encoxadas e bulinadas e nada podem fazer.

Vaidosos sofrem com os empurrões que desmancham seu penteado de Elvis, a existência daquele aroma tradicional dos melhores queijos franceses debaixo de cada axila exposta, e para completar, os assentos reservados para gestantes e idosos que nunca estão com gestantes e idosos.

O pesadelo segue por aquele tempo, atravessando a rodovia, cambaleando para lá e para cá, gerando uma náusea desconfortante em marujos que estão sendo desvirginados pela rotina do ônibus – com o tempo, essas pessoas acabam descobrindo Darwin e se adaptam ao ambiente. Depois de alguns séculos, você não consegue mais sentir suas pernas, a temperatura corporal supera os 200 graus fahrenheit, o ar vai ficando rarefeito. Você tenta olhar para os lados, mas seu pescoço está travado você começa a delirar com as virgens do paraíso islâmico. Aí você acorda e percebe a situação ruim: de pé, apertado, encoxado, suado, sem ar.

Nada parece ser pior, mas de repente, sobe no ônibus o famoso Eu Poderia Estar Matando da Silva Paes de Linhares. Esse é aquele passageiro que soma-se às classes das beatas da frente, das fofoqueiras do meio e das crianças do fundo, aquelas pessoas que você acredita serem pagas pela prefeitura para tornar a viagem muito mais desagradável. Ele discursa ali na frente e todos olham, mas é só pra você que ele fica implorando moedas.

Quando ele vai embora, você sorri aliviado e a mulher do banco próximo onde você está se levanta para descer. A felicidade reina, os anjos tocam suas harpas ali perto e um raio de sol ilumina seu rosto. Você está prestes a sentar quando, sem saber de onde veio, uma cotovelada acerta a boca do estômago. Você retorce de dor em pé, pois não tem por onde descer. Segue o trajeto.

Aí, a linda menina passa por você para descer e, milagrosamente, ela não tem o mínimo contato com você. Logo atrás vem a tiazinha criadora de gatos e dá um apertão nas suas nádegas. São quase 40 minutos de sofrimento, até que você chega ao seu destino. Você sorri por dois segundos, mas lembra-se que ainda tem a volta e o resto da semana. Bem que a Discovery poderia gravar um especial do Sobrevivi com vítimas do transporte público ou então um À Prova de Tudo; queria ver se aquele cara que sobrevive a desertos, geleiras e selvas sobreviveria num EMTU ou outra linha suburbana.

Você que blasfema ou pratica magia, tome cuidado, pois o tribunal da inquisição moderno se aproxima e tá a R$ 3,25.

Rebloguei em homenagem à volta do PSV.

Direção defensiva, porque se defender no trânsito é uma obrigação sua.

Não sou colunista social, tampouco tenho funções de protagonista de diversos casos ao qual reporto uma cólera sem fim, e ok, concordo também que lamuriar é maçante, um ato que não é muito receptivo às aceitações alheias.

Mas o caso de hoje é indignante, revoltante, estressante, principalmente para quem mora AQUI, uma cidade neanderthalesca no trânsito e que está em constante desprogressão, desevolução.

Reportar as imprudências DO POVO DAQUI no trânsito nem tem mais graça, visto que toda a população estadual sabe que numa pesquisa realizada, foi comprovado que os mais nós-cegos e sem noção atrás de um volante estão camuflados nos semáforos espalhados pelas principais avenidas da Zona Norte, Sul, Leste e Oeste e dos distritos polares e magnéticos, acessíveis apenas por portadores de teletransporte ou senha do Clube da Luta.

Aí você que está lendo este post pensa que eu estou exagerando por causa de uma revolta ou outra. Pois bem, temos um exemplo de revolta aqui e aqui também…olha, tem mais esse aqui.

Fora os inúmeros casos e causos que acontecem diariamente e que não são filmados, não são repassados. Apenas ficam nas conversinhas de trabalho, como a de hoje de um cara que, saindo da garagem quase me atropelou NA CALÇADA e ainda quis se achar na razão. Ah, vai se foder.

Cadê o DETRAN ou um orgão responsável para fiscalizar as aulas nas auto-escolas daqui (ou seriam do país todo?) e ver o que realmente é ensinado?

Fiz CFC POR AQUI, fiz as aulas práticas AQUI, tirei minha carta na CIRETRAN DAQUI e garanto que aprendi o uso da seta, da preferencial aos veículos da direita em cruzamentos estreitos, o da para obrigatória e inclusive da direção defensiva, que não precisaria desse nome, se não houvesse milhões e milhões de acéfalos mal-educados que praticam a ofensiva por mero lazer ou por filha da putice nata.

Os carros AQUI são mais baratos porque a seta é um acessório opcional.  Juro, os forasteiros ficam surpresos e já prometeram vir comprar tudo por aqui, desfrutando baixas condições, já que a seta é uma luzinha âmbar feia e seu barulho incomoda para ouvir aquele novo som do Justin Bieber na Jovem Pan.

O semáforo AQUI, antigamente, tinha as cores Cinza para parar, Magenta para prestar atenção e Cor-de-burro-quando-foge para seguir adiante. Eles ainda não se acostumaram com as cores padronizadas vermelho, amarelo e verde, visto que furam o vermelho, furam o amarelo e demoram 5 minutos para sair no verde, talvez porque pensem que é um novo estilo de azul e que precisam esperar ou consultar um catálogo pantone.

O que mais? Ah, sim. AQUI também está inovando na direção. Será a primeira cidade no país a apresentar o modelo inglês de direção. As faixas da esquerda se tornaram a de lentidão e a da direita para os playboys apressadinhos, mas ainda não providenciaram nas montadoras a inversão do volante e dos comandos. As do meio ficam por conta de ciclistas e motoqueiros, e quando digo faixa do meio, quero dizer corredores. Poucos deles respeitam realmente, aliás, perdoem-me os ciclistas, quis me referir aos “bicicleteiros” que andam com suas bikes cromadas de 1800 com rodas de aros diferentes, segurando o trânsito.

E o método radical de fazer curvas e conversões? Nossa, deixa eu contar, MORADORDAQUI, quando quer entrar à esquerda, fica na faixa da direita e aposta corrida no semáforo. Se fechar o carro que quer fazer o correto – de acordo com os padrões das outras cidades – ganha 10 pontos. Se ganhar buzinada, ganha 20.

O mesmo acontece nas cidades vizinhas menores, onde pegar o carro e ir para a rua causa medo, mas não é um medo igual em São Paulo como sequestros relâmpagos e assaltos: é o medo de voltar com o carro amassado, se voltar, como voltar.

Obviamente não quis generalizar, pois sei que em toda cidade há casos e casos, e AQUI ainda guarda motoristas bons, que respeitam os outros, os pedestres, ciclistas e etc.

A esses eu só digo que tenho o prazer de conhecê-los e parabenizá-los, por não costurar numa pista estreita de limite de 50km/h a mais de 90 km/h, pondo em risco as outras pessoas que estão na rua, indo trabalhar, levar filhos na escola, enfim, realizar suas tarefas de cidadão.

Deixo esse post em homenagem ao babaca que quis me atropelar na calçada e ainda alegando razão e dizer que, por favor auto-escolas, antes de permitir um aluno apenas pelo dinheiro, por favor, verifiquem se ele foi bem educado, pois se o básico da sociedade está em falta no trânsito, quem dirá em filas, bancos, hospitais e em geral.

Fica aqui meu protesto, minha raiva e minhas desculpas aos que não se encaixam neste perfil arrogante e cretino de pseudos-motoristas.

Hipocrisia, a gente vê por aqui. Não, não estou falando da Globo.

Cuidado com a Bolsonarisse. Você pode ter e nem sabe. Ou sabe.

Já que todo mundo comentou, expôs sua opinião e disse absurdos ou verdades a respeito, eu vou usufruir um direito que, como cidadão, também tenho: liberdade de expressão.

Então, considero essa oportunidade de me expor (ferramenta que só a internet oferece aos anônimos dentro de um quarto como eu) para falar sobre alguns pontos em que a maldita da contradição entra, e mais uma vez, com nossa sociedade.

As palavras de um deputado imbecil e conservador foram as seguintes: que a família dele, cristã e estruturada, não permitia que houvesse uma má educação para os seus filhos tornarem-se homossexuais ou namorarem negras, inclusive de que drogados deveriam ser punidos, tratados com uns tapas. Foda-se, é a opinião do cara. Certa ou errada, de acordo com SEU julgamento, a liberdade de expressão existe e ele disse o que pensa. É um direito dele. As sanções são por conta dos julgamentos do próximo.

Achei lindo também a mobilização de um povo pedindo a cabeça dele por aqui e acolá, inclusive comparando suas palavras a atitudes nazistas, intolerantes e tals.

Ótimo. Primeiro ponto que Bolsonaro não matou milhões de pessoas pela sua “ideologia” como Hitler fez. Portanto, poupe-me de hipérboles comparativas de gente que acha que tá falando bonito, acha que tá expondo argumentos de forte impacto e com cunho sociólogo, antropológico ou o caralho, quando na verdade nem sabe do que está falando.

Bolsonaro falou merda, merda esta que muitos falam aqui.

Sabemos que o público brasileiro é um dos que passa mais tempo conectado e que nossa população twitteira é uma das que mais cresce nos últimos meses. Sabemos que o assunto ficou nos trending topics por dias e dias desde sua publicação e que tivemos pessoas contra e a favor desse mentecapto que se julga um político defendendo seu povo.

Primeiro ponto é sobre os que foram a favor dele: vocês são uns imbecis. Se seus pensamentos são tão retrógrados e separatistas desta forma, saibam que você são 50% da massa que não deixa esse país ir para a frente.

Primeiro que ninguém no Brasil, exceção a estrangeiros vindos da Escandinávia, cantando Immigrant Song em suas caravanas vikings, comendo pernil de javali e tomando hidromel, gritando HO! HO! HO!, ninguém é ariano. Não, ninguém é ariano. Primeiro que caucasianos é uma palavra que define pessoas que tenham a pele entre a tonalidade clara e a morena, que não são negras. Logo, caucasiano não é branco. Ariano refere-se ao povo bárbaro da região da Ária, que se referia à parte ocidental da Pérsia. Ou seja, nem o filho de uma puta do Hitler era Ariano, você também não é, até pela mistura e mistura de etnias e culturas distintas deste país.

Aos que foram contra, faço parte do grupo de vocês, mas fico incomodado com um detalhe. Vocês são tão puros, tão a favor da humanidade e de suas opiniões então por que:

– Fazem gracejos sobre São Paulinos e homossexuais, que todo São Paulino é VIADO, dá a bunda, fica de quatro e etc?

– Por que vira para o seu amigo quando ele faz cagada e diz: “que serviço de preto”?

– Por que essa guerra imbecil do povo do Sudeste com o do Nordeste, um atacando o outro a torto e a direita?

– Por que generalizar que todo Argentino é isso, Americano é aquilo?

– Por que todo japonês é igual?

– Por que chamar todo Corinthiano de maloqueiro, pobre, bandido?

– Por que o estereótipo de ladrão é sempre  mulatos e negros?

– Por que aquelas piadinhas absurdas contra a Ariadna, do tipo “Cortou o pinto! Buceta Falsa” e etc.?

– Por que pregam tanto a liberdade de expressão e recriminam que se expõe da opinião mais cretina à mais absurda?

Então, por que vocês tem todo esse ódio com as declarações do Bolsonaro se nove a cada dez pessoas se encaixam em alguns desses exemplos?

É fácil passar-se por bom moço quando esconde certas atitudes do resto das pessoas. Pois, digo, pessoas como o Bolsonaro estão aos montes por aí, e muitas delas disfarçadas entre as hashtags #foraBolsonaro.

Para que toda essa palhaçada tenha um fim – um dia – faz-se necessário que o ser humano aprenda a usar um bem que o difere dos animais que dizemos irracionais, que é a consciência.

Lembre-se que aqueles jargões que você usa “sem maldade” porque já fazem parte do seu vocabulário e rotina, podem ter cunhos preconceituosos, e preconceito não é apenas com negros e homossexuais, assim como esse seu pensamento azeitona acredita. O preconceito está presente em todo comentário que menospreze uma qualidade de alguém diferente a VOCÊ. Esqueça a grande massa. Aquele seu amigo gordinho que você chama de rolha de poço se sente ofendido, e você é preconceituoso porque acha que ser gordo é ser inferior a ser magro.

O preconceito, infelizmente, vive. Esses dias, um garoto se matou aqui na cidade que eu moro. Além do bullying por ele ser, digamos assim, como os alunos da escola diziam: torto, desengonçado, estranho, smeagle, my precious e coisas do tipo, era apaixonado por um menino. ISSO MESMO, POR UM MENINO, e isso virou motivo de chacota.

O preconceito existe entre:

– magros e gordos;
– brancos, negros, amarelos, vermelhos e etc.;

– torcedores;

– estilos musicais;

– vestuário dos estilos musicais;

– altos e baixos;

– homens e mulheres;

– heteros e homossexuais;

– ricos e pobres;

– nacionalistas e estrangeiros;

– ateus, agnósticos, cristãos, muçulmanos e etc.;

– muitos outros exemplos.

Portanto, se você tem um pequeno Bolsonaro em você, elimine-o de sua mentalidade antes mesmo de falar de alguém que só disse em rede nacional, aquilo que você diz inconscientemente ou escondido dos outros.

P.S.: Criei uma categoria especial graças a esse post.

Uma tentativa de arte;

A ideia é a seguinte: Ponha este vídeo para tocar e, assim que começar a batida (por volta dos 14 segundos), você começa a ler até encaixar a letra na melodia; a hora que você conseguir, minha mensagem estará passada

A vida não é fácil desde o ano em que eu nasci

Quando eu vim para este mundo que eu nem ao menos pedi pra existir

De qualquer forma já tinha posto o pé na terra

E só tinha duas opções, ‘ou acerta ou erra’

Tomei conhecimento de que pessoa eu seria

Mas tinha muita coisa dessa vida que eu ainda nem sabia

Eu pensava que o Estado era justo e que as pessoas viviam bem

Nem suspeitava que depois de toda comida sempre vinha o amém

De que todos recebiam salário pequeno, enquanto metade voltava pra político comprar terreno

construir palacetes para suas corjas e parentes,

enquanto a população passava a vida no aperto, e todo cidadão era visto como indigente

Também achava que todos tinham direito à cultura e educação

E não que passaríamos por uma etapa de sobrevivência e superação,

Agora vence o mais forte que souber montar no ombro do colega

Que faz parte de uma maioridade  que se vende,  que se entrega

por um vale dinheirinho, uma mentira aqui e ali

Deturpando todos os valores éticos que durante a vida eu aprendi

Mas não tenho mais palavras pra debater essa lambança

Enquanto um outro leva uma vida mansa, de corrupção, dinheiro na cueca e de festança

Enquanto são precárias também nossa saúde e segurança

Mas a palhaçada ainda não tem fim, mas tarde demais, o nariz vermelho já está em mim

Na minha cara e na sua, e enquanto um zé mané ergue um castelo, você dorme na rua

Mas eu não falo mais nada, eu cansei de tentar mudar

A opinião de uma maioria que só sabe se conformar

E se você acha que dessa história é apenas um começo,

Relaxa, meu camarada. Pela falha de alguns, todos pagamos um preço.

É isso aí. 3 de Outubro é semana que vem.

Vote consciente e mude esta realidade.

P.S.: É comprovado que uma mensagem, passada com um ritmo na condição de ambos coexistirem, a mensagem fica impregnada na mente por muito mais tempo.

Reflexão na hora do almoço

Bom dia, meus caros compatriotas.

O quanto você ama seu país e agradece a Deus por todo dia poder admirar nossa natureza? Vivemos num país privilegiado, sem grandes desastres naturais, sem vulcões ativos, terremotos, temos bastante água e a maior floresta do mundo tem grande percentual em nosso território. Somos uma miscigenação de todos os povos do mundo e temos orgulho dessa mistura de raças, cores e credos. Somos um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza que, por sua vez, é muito mal administrado, tanto pelos seus governantes quanto pelo seu povo.

Não me recordo bem da data, mas sei que há alguns anos, houve um alarde intenso pela visita dos Simpsons a nosso país. Ao fim do episódio, a polêmica explodiu como uma bomba de pavio mínimo, repercutindo do Acre à Uruguaiana de como Matt Groening era um filho-da-puta de falar assim de nossa linda pátria amada, a tal terra do contrário, onde neva pra cima, é inverno no verão e etc.

Homer Simpson mentiu? Não. É que a verdade, assim como um soco, dói, machuca e às vezes deixa sequelas, e o brasileiro sofreu uma pancada tão intensa que até sua muleta de 500 anos foi parar longe.

Poxa, aqui não é a terra do contrário, é muito pior. Um local onde empresários cuidam de circo e palhaços de nossos poderes legislativo e executivo. Um lugar onde a educação e saúde são luxos, enquanto as viagens e benefícios de parlamentares passam a ser prioridade nacional.

De um lado temos a direita, muito bem representada por ótimos destros, como o PSDB e o DEM, que se interessam, na maior parte, pelos interesses de uma minoria liberal, e do outro lado do ringue tem aquele rebelde que é destro, mas quer escrever com a mão esquerda só pra parecer canhoto. É o caso do PT e de todos os representantes da sua corja nojenta, todos seguidores do Zé Dirceu, o lord Voldemort da política, aliado às suas duas marionetes: Lula e Dilma.

Pra completar essa guerra de Titãs temos as celebridades que sabem o que é bom pro povo: Tiririca, Mulher Pêra, Netinho de Paula (o comunista, que fique bem claro que ele é de esquerda e defende a sociedade igualitária), Maguila, KLB. Todos esses que NUNCA sumiram da mídia e não querem a boa vida da política. Querem mesmo é lutar pelo povo – aham, Cláudia, senta lá.

Também temos os pobres coitados que sofrem “perseguição” da imprensa: Renan Calheiros, Sarney (o bigodudo e Roseane), e principalmente o ACM, que mesmo morto, consegue mandar seus pequenos e herdeiros demônios pras disputas.  E o povo reclama, claro, porque é fácil achar culpados: o cara que não investe na educação, não arruma a saúde, rouba descaradamente e tudo o mais. Só que memória de brasileiro é curta, porque hoje a mesma senhorinha que reclamou disso pra mim na fila do SUS, amanhã vai votar no cara que prometeu o aumento do bolsa-esmola, que como disse Plínio Arruda, não é um direito, mas sim um programa cabível de falha.

Nosso PIB é maravilhoso e, mais uma vez repito, não temos problemas com recursos naturais. Mas é tudo mal distribuído por, no mínimo, 500 reais  pra cada cidadão que paga mais de 700 de imposto, enquanto os lá de cima são impunes na justiça, ganham mais de 3o salários mínimos fora as regalias, que não estouram o orçamento nacional, enquanto os aposentados que construíram esse país, esses sim estouram.

Nossas saúde, educação e segurança não são prioridades porque todos os deputados e senadores são honestos e não vão desviar para esses itens o dinheiro que é direcionado para seus bolsos. E trair ideal? Jamais. Nenhum político trai o ideal que defende durante sua candidatura, ele apenas se acomoda porque ele tem o último ano de mandato pra começar a pensar no que prometeu. Pra que estragar três anos de vida mansa se preocupando com o povo?

É tão mais fácil eu, um cara que disse pra massa que renunciei meu cargo, ficar por trás das cortinas, movendo fios para tornar esse país numa ditadura proletária. Mas eu falo pro meu povo que essa ditadura é boa. Que é eufemismo e que não vai tirar a liberdade de ninguém. Ataco a imprensa e a oposição em defesa do público, não porque eles tão me desmascarando.

Enquanto isso, o brasileiro reclama do governo na fila do SUS, quase morrendo doentes.

– Odeio esses governantes.

– Por que não faz alguma coisa?

– Não posso, tem qui fazê armoço dos meus fios.

E eles continuam lá, rindo da nossa cara igual eles fazem desde a era Collor, que vai ser eleito de novo para o cargo que concorre, alguma dúvida disso?

Não sei qual o problema. Podem ser alguns desses – ou todos juntos:

  • Memória curta;
  • Falsa esperança;
  • Fanatismo partidário, igual no futebol;
  • Burrice;
  • Ou o brasileiro é tão sarcástico e piadista que não difere mais o sério da piada.

Aliás, não é engraçado sermos um dos únicos países em que existem mais que duas frentes partidárias? Será que esquerda, centro e direita são tão subdivisíveis assim? Ou será que essa é a assinatura da palhaçada em que vivemos todo e cada dia?

Ainda somos obrigados a ouvir nas ruas que “por protesto, eu vou votar no Tiririca, mano. É REVOLUÇÃO.” É um pensamento lindo. O cara liga o Rage Against the Machine no mp3, usa a camiseta do Che Guevara sem saber quem é e vota nesse cara achando que tá fazendo um favor pro país.

Realmente, vamos sentar e admirar toda a beleza de nosso país porque é o que nos resta. Como toda moeda, temos o cara e a coroa. E a cara do brasileiro já tá dada a tapa faz tempo.

p.s.: Uma vez, uma pesquisa feita durante um evento erótico confirmou que o brasileiro é chegado no sexo anal. Conota ou Denotativamente? Analise a foto.

Eu sou feio, mas porque me fazem ser um;

E repetia Dostoiévski loucamente fora de si: – A beleza salvará o mundo!

Será que Dostoiévski estava dizendo alguma verdade, mesmo? Parando para analisar ao pé da letra, realmente um rosto angelical pode traduzir o caráter de uma pessoa.

Segundo algumas crenças, uma pessoa feia é uma pessoa deformada pelos males e coisas do tipo. Algumas sociedades primitivas, segunditivas, terceiritivas sacrificavam os tortos jogando-os barranco abaixo ou matando-os em praça pública.

A feiúra realmente, em certos pontos, remete à falta de caráter de alguém. Não estéticamente falando, talvez de uma forma mais metafórica, de que associamos o sujo, fedido, podre ao “feio de espírito” ou “feio por dentro”.

Vamos parar e fazer uma reflexão sobre a sociedade n0 passar dos anos.

Quem assistiu 300 de Esparta e, principalmente as meninas, que ficaram gritando no cinema feito loucas com o Gerard Butler de sunguinha de pêlos, semi-nu, sabe que o feioso foi o traidor que caguetou todo o esquema da barreira espartana.  Cleópatra foi o motivo de discórdia entre imperadores romanos que viviam em orgias pra cima e pra baixo. Talvez ela tivesse um corpo fantástico, uma bunda cavalar, como diria Buk, mas era feia pra cacete. A Discovery mostrou e eu juro que não pagaria motel pra ela. Nem morto.

E todos esses anos que a Igreja dominiou o coração e a mente das pessoas? Viram nos quadros a cara que aqueles padres, bispos e pastores tinham? Satanás, em sua essência, parecia um Yorkshire Terrier. Procurem no Google quando quiserem.

Aí dizem que narcisita é o feio inconformado. Alexandre, o Pequeno Gnomão lá dominou tudo que pôde e ainda quis manter relações sexuais com sua mãe – vulga Angelina Jolie.

Aí, como eu tô sem saco pra relatar história, vou pular drásticamente. Stálin. Porra, Stálin era feio pra caramba. E assassino, cometeu um genocídio desgraçado na União Soviética, com um autoritarismo bruto. Hitler foi a mesma coisa. Aquele cabelinho lambido pela mimosa, como dona Iraci diria, e aquele bigodinho Brazilian Wax de Bruna Ferraz.

Fez o que? Brincou de adoleta com toda a Europa, provocou uma guerra, fez barbáries. Napoleão, voltando um pouco. Baixinho e escroto. Vamos para Chile e Cuba com Pinochet e Fidel. Lindos, né? Quase capas da Vogue.

George Bush e sua cara de cavalo com artrose foi um dos piores inimigos da sociedade atual, população mundial. Dilma Roussef que, só pela cara, você vê o reflexo do país que ela controlaria.

Talvez seja uma mera conspiração contra a feiúra e que pessoas como eu, você e aquela menina chata que mora no condomínio luxuoso perto do shopping, sintam-se ameaçadas se começarem um tribunal da inquisição contra a beleza não muito bem destacada.

O caso é que eu não falo da feiúra de rosto, mas eu falo sim da feiúra de alma que algumas pessoas fazem questão de transmitir pro mundo.

Reflitam: se os olhos são as janelas da alma, você acha que uma pessoa horrenda, com um olhar pejorativo, não traz a janela perfeita para a alma podre e fétida?

Dostoiévski tem razão. A beleza vai salvar o mundo. Mas só quando as pessoas descobrirem a verdadeira beleza entre os rostos: a de praticar o bem e sempre sorrir para seu próximo.

Pior do que tá é bem provável que fique.

Cara, já não é de hoje que isso me incomoda.

A cada quatro anos o brasileiro sai de sua casa bem cedo no domingo para eleger aqueles que, em teoria, irão cuidar de seu país, na saúde, na educação e na segurança.

E lá vamos nós, né cara? 2010 está aí e mais uma eleição se aproxima. Mas a desse ano é especial e não digo especial de maneira agradável, tampouco de ansiedade.

Especial, do meu ponto de vista é algo perturbante. O sapo barbudo, graças aos céus, tá caindo fora do governo e temos a chance de mudar. Mudar? Sério, mesmo? O que acha que mudará de 2011 em diante? Sou pessimista demais ou sou mais um conformado de que todos os candidatos não estão preparados para assumir a bomba que vem pela frente?

Não, os candidatos não estão. A briga é entre o hipocondríaco, rei dos genéricos e da boneca de plástico, com um passado obscuro camuflado pela imprensa e pela mídia em geral, sem a MÍNIMA competência para assumir esse cargo.

Do outro lado tá a Heloísa Helena v 2.0 e o véio gagá que sua única participação significativa é a de acabar com os três principais nos debates.

Vi na televisão esses dias – esses dias, não, mas algumas vezes – que o Brasil tem uma dívida absurda, praticamente impagável. Estamos quebrados. Isso foi pergunta no CQC para candidatos, teve debate na TV Cultura e também foi pauta do Jornal Nacional, se não me engano, essa semana.

Quais as nossas soluções? Primeiro vem de um partido que vive em função da elite. Privatiza até a mãe se derem a chance. Não que privatizar seja ruim igual muita gente sem argumentos pensam, afinal, uma empresa privada paga impostos como qualquer outra, enquanto a estatal depende de dinheiro PÚBLICO caso não esteja gerando lucro. Mas não é a solução, tampouco o caminho. Depois vem um partido que se diz de esquerda, mas que espicha sua teoria, seu papel em discursos na mais perfeita caracterização da Teoria da Bala Mágica. Atinge uma massa com uso de palavras atiradas ao vento que juntas soam bonito.

Defendem o bem do cidadão proletário e são contra altas cargas tributárias. Mas quando a CPMF foi suspena, esse partido foi o PRIMEIRO a reclamar.

Hipocrisia?

Não, hipocrisia é esse Tribunal que proíbe o humor contra a política. Se for prezando valores éticos, então temos o maior caso de hipocrisia registrado nesse país.

Durante a ditadura, estudantes foram às ruas manifestar. Apanharam que nem loucos do exército, muitos ficaram feridos e alguns morreram, tudo em busca da liberdade e da queda da censura.

Só que aí vem a censura contra a piada, de que nem sátira dessa PIADA PRONTA pode ser feita.

Fala sério, não podemos rir e soltar leves escárnios pelas ruas, internet e etc., mas é super divertido ver celebridades decadentes fazendo parte desta corja porque, infelizmente, política no Brasil é dinheiro fácil. Tá falido? Miga pra política.

Repito: não podemos fazer piadas, mas podemos ser feitos de PALHAÇOS por este bando de patéticos desestruturados e incompetentes?

Acham justo isso?

Eu não acho justo nada disso.

Não acho justo prometer o que não vai cumprir, não acho justo atacar o partido adversário em vez de apresentar um plano de governo digno e não acho justo eu, no meu DIREITO OBRIGATÓRIO DE ELEITOR, ser feito de OTÁRIO por políticos.

Fica minha revolta.