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Led Zeppelin e a trilha sonora de Motel;

Sabe aquelas conversas de bar, regada a cerveja, fritas, frios, aperitivos em geral? Esqueça todos eles. Essa foi uma mísera conversa de msn em meados da hora do almoço onde a criatividade fica de lado para que se dê lugar a fome.

Diante de diversas conversas sobre, relembrado um fato de que um amigo nosso escolhia cds que tinha em casa para levar no motel – conclusão fascinante, sabendo-se que lá só toca porcaria e no rádio não é muita diferença- houve a necessidade de fazer uma lista explicativa do porque Led Zeppelin melhora o seu desempenho e quiçá o dela na relação.

Tento proteger a identidade de meu amigo, mas o Gustavo Z Rodrigues não quer anonimato. Essa é uma tese que deve explicar porque aquele seu Led Zeppelin Greatest Hits, recém-comprado, duplo, com encarte novinho e cheiroso, não deve sair nunca do porta-luvas de seu carro. Você vai precisar dele para mostrar todos os seus instintos mais animalescos à sua garota, inclusive se ela for fissurada pelo quarteto de Plant, Bonham, Page e Jones.

Vai o track list:

CD 1.  Aqui o bicho começa a subir.

Black Dog: Quer algo mais sensual do que o que diz “Vou acabar com você como um vira-latas-sem-vergonha faria?”

Immigrant Song: Assim como no começo da música, ela estará por cima, em ritual de cavalgada e quando você tiver quase lá, ou receber mordidas no mamilo, chegará seu som “Ah-ah-aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah-ah!”.

Good Times, Bad Times: Faça chuva ou faça sol vocês estarão lá em momentos loucos, como dois animais em época de procriação.

Since I’ve Been Loving You: Não dizem que o apaixonado é melhor? Então, quando vocês estiverem no êxtase do amor, a grande hora (e trilha) é essa.

Rock N’ Roll: It’s been a long time since we’ve been here, baby. Então, aproveite.

Babe I’m Gonna Leave You: Aquele de despedida, que vocês nunca mais irão se ver. Deixe a endorfina ser liberada, a paixão aquecer a cama e as unhas dela penetrarem nas suas costas.

Gallows Pole: Essa daqui já é meio perigosa. Se você não tiver tara por Dominatrix, melhor deixar de lado.

Kashmir: Tudo o que você vai precisar é seguir no ritmo da música, meu caro. Ela também. Deve ser um barato só.

Misty Mountain Hop: Ou pulo na montanha nebulosa. Já que tem pulo, sei lá, experimente uma sessão de canguru perneta com sua garota (meninas, com seus homens, ou com suas garotas, também)

How Many More Times: Se ela (ou ele para as garotas) for um Ledzepellimaníaco, pelo menos umas 18 até que o CD acabe.

Four Sticks: Ou quatro dedos. Mas não é algo que eu faria, sério.

D’Yer Mak’er: Se você trocar pela música do Sean Kingston ou pela versão da Claudia Leitte, prepare-se para tomar um murro na cara e ficar pelado e sozinho vendo o canal pornô  durante a madrugada.

Ramble On: Porque now’s the time, the time’s now. Pega ela, garoto (e vice-versa).

Hey, Hey What Can I Do: É agora que seu parceiro vai descobrir se você é ou não virgem. Em todo caso, se for, apenas siga o ritmo e nunca preste atenção quando começar o refrão.

CD 2. – Agora que o bicho pega.

The Song Remains the Same: De duas, uma. Ou é indireta para quebrar a rotina, ou é apenas aquele arranjo que vai te lembrar de quantas vezes vocês fizeram aquele mesmo roteiro de posições.

Whole Lotta Love: Meu Deus, essa promete ser uma das mais (in)tensas. É muito amor exalando pelos poros. É muito gemido, brisa, gritos, agarrões, violência, selvageria e uns duzentos e quarenta e cinco orgasmos seguidos durante o solo do Sr. Page.

Communication Breakdown: Uma rapidinha de quase três minutos que dá até pra apostar corrida com o miojo. Lembre-se apenas de uma regra: Não fale absolutamente NADA!

Friends: Dedique esta para todos os seus amigos invejosos que queriam estar com ela neste exato momento. Só não seja um otário de filmar e hospedar no RedTube sob as tags de Amateur.

Celebration Day: Aí, meu garoto. Você finalmente persuadiu a garota de que vale a pena ela ver sua calça skinny rosa abaixada de vez em quando. Parta pro abraço sem dó – mentira, não seja imbecil.

Dazed and Confused: O que vale aqui é o seguinte: se você não tá sabendo o que fazer, então deixe que ela lhe guie. Ou você vai optar por passar vergonha?

The Battle of Evermore: Essa é aquela chance de vocês realizarem aquela fantasia geek. Vista-se de elfo, paladino, ou qualquer outro e tente invadir a terra da rainha malvada. Aqui vale a imaginação, mas não vá brigar se ela derrubar seu bichinho umas três vezes seguidas.

Nobody’s Fault But Mine: Sexo de reconciliação. Você assumiu sua culpa mesmo tendo a razão e ela disse que te ama. Agora é só terminar de ouvir.

The Wanton Song: A músiva devassa. Bom, despeje um pouco de cerveja no corpo dela e mande ela dizer algumas palavras sujas. Você corre o risco de se apaixonar, aí.

Royal Orleans: Eu, sinceramente, nunca entendi, mas se tá aí na compilação deve ser boa, também. Manda brasa.

The Rain Song: A chuva purifica a alma, mas não é isso que interessa. A verdade é que é divertido começar tudo na chuva e entrar no quarto correndo e molhado.

Going to California: Se você for rico, prometa que vai fazê-la delirar em todos os principais motéis de Los Angeles. Se você for pobre, é melhor pular de faixa.

Tangerine: Como sempre vale testar coisas diferentes e escapar da rotina, essa é a cor da lingerie que ela deve usar quando começar a música.

Ten Years Gone: A diferença deste pro de reconciliação é que este aqui é o de saudades. Dez anos sem vê-la e você tava louco de vontade. Vai lá e convide-a para ouvir o disco todo.

All My Love: Aqui, a sua obrigação é a de dar o melhor de si, provar todo seu amor a ela. Se não a ama, então é melhor começar a fazer isso.

No Quarter: Um pequeno erro de digitação. É No Quarto. Proibido fazer qualquer coisa, até mesmo preliminares, em outro cômodo.

Stairway to Heaven: Pronto! Este é o caminho que vocês tomam no último coito do disco. Agora é só relaxar e falar aquelas bobagens do seu dia de trabalho.

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E quanto aos cães de rua?

A ideia de postar isso foi quando eu vi – não pela primeira vez – Danilo Gentili, do CQC, postando a foto de um cão maltratado, divulgando que estavam tomando conta do pobre cãozinho, vítimas de maus-tratos.

Pois bem, o assunto de hoje é esse: Maus-tratos aos animais.

Vi em Matrix quando Morpheus compara o ser humano a um vírus. Não me lembro da citação ao certo, mas dizia que o ser humano não era um mamífero, e sim, um vírus, já que o único organismo vivo que tem prazer de causar destruição por onde passa é o vírus…e o homem.

Vemos todo dia em noticiários assassinatos, assaltos, pancadarias, preconceito. Isso é uma parcela de tudo que esse pequeno ser, criador da bomba nuclear, é capaz de fazer.

As pequenas coisas passam batidas por grande parte da sociedade, como este caso. Já estamos cansados de saber do tráfico de animais silvestres, matanças por casacos de pele, e sobre isso, parece que não há mais nada a se fazer. O ser, tido como RACIONAL, continua devastando tudo, sem se importar com nada. Ok, você acha que, se ele tem coragem de fazer isso com animais ferozes e selvagens, mais fortes ou mais fracos, não teria coragem de fazer com um vira-latinha faminto implorando por uma linguiça no churrasco dos pinguços porta-de-buteco?

É, carinha, a realidade não é assim. Quantos cães você não cansou de ver por aí na rua da sua cidade mancando, com o rabo entre as pernas passando perto de uma pessoa, ou simplesmente fugindo a toda velocidade de um imbecil qualquer com um pedaço de pau?

O cão é descendente direto dos lobos, e tem como registro, o animal selvagem de domesticação mais antiga do mundo. Desses anos todos até aqui, o cão é companheiro do homem. Como meu ex-professor de biologia disse uma vez, mamíferos tem alta capacidade de criar afetos, e o cachorro é prova real disso.

Você que tem seu cachorrinho e o ama, sabe o quanto seu amor é recíproco e sem falsidade. Eles nunca teriam a capacidade de te trair, tampouco de destruir sua vida, e mesmo que você dê bronca por ele ter mijado no tapete, ou mordido o cabo do seu playstation, poucos minutos depois ele tá todo babão ao seu lado, pedindo carinho.

Sarnentinho, cãozinho abandonado no portão de casa ainda filhote, com sarna, infecção bacteriana e vermes

Ao olhar pra essa carinha você tem coragem de enfiar o pé nele? Encher ele de porrada? Descer uma paulada com fúria na cabeça? Existe gente, ou melhor, MONSTROS, dotados dessa capacidade.

E o argumento é sempre o mesmo: “Não gosto de animais.”

Então, eu respondo de bate-pronto pra você que eu não gosto de crianças malas e pentelhas e nem por isso eu enfio a mão na cara do seu filho.

Gosto pessoal não é pretexto para se rebaixar a um nível que nem o pior ser vivo chegaria. Aliás, somente o homem mesmo e toda sua racionalidade, é capaz de fazer uma coisa dessas.

Essa semana -se não me engano- foi divulgado um abaixo-assinado por um projeto de lei que defendesse os animais. É do meu dever – pelo menos eu sinto como minha obrigação- divulgar para que todos que se importem, façam parte.

Basta clicar AQUI e assinar.

Aqui em casa, nós fizemos nossa parte para ajudar um pobre cão.

Biju, cachorrinha que perdeu grande parte do movimento do quadril e das patas traseiras, vítima de atropelamento e que se recupera

Se você realmente se importa com um mundo melhor, ajude a construí-lo. Denuncie quem maltrata animais.

E, por favor, DIVULGUEM!