Category: Cidade que eu moro

Ônibus (como publicado no PSVSite)

Recentemente quando vi a campanha do Doritos do agregador social – vulgo sofá – eu admirei a sacada da dupla de criação, mas juro que discordei que o sofá seja a rede social definitiva para juntar as pessoas. A verdadeira rede (e quando eu digo rede é porque estamos presos mesmo) é o ônibus. Quem negar que o ônibus é o maior agregador de pessoas é porque ou nunca andou, ou porque realmente não sabe o que é socializar.

O ônibus funciona como todas as principais redes sociais. De repente vem aquele ser que você nunca viu na vida, senta ao seu lado e começa a falar coisas e mais coisas para você sem nem ao menos perguntar se você está interessado, é tipo o Orkut. Depois, você curte quando a montoeira de gente começa a descer e libera espaço no corredor, quase como no Facebook. Agora, se você é um maníaco por Twitter, vai adorar ver aquele monte de gente seguindo-o no ponto em que vai descer.

Mas o ônibus não é apenas a maravilha das redes sociais que nos permite conhecer novas pessoas ou ganharmos retweets por aí. Dentro de cada Marcopolo, Caio, Mercedes ou Volvo esconde-se a natureza obscura de um habitat hostil e tenebroso.  Começa pela passagem dele que é absurdamente cara, porque normalmente o que você caminha do ponto ao seu destino supera toda a distância percorrida por ele, isso quando você vai daqui – aí, mas tem que dar aquele rolê absurdo até terminais.

Fora isso, você ainda tem que torcer para ter um banco livre, e num ônibus, banco livre é que nem unicórnio, pode até existir, mas você nunca irá ver, e quem viu e contou é tachado pela sociedade como louco. Enfim, você pega o ônibus para ir trabalhar ou estudar às sete horas da manhã, passa a catraca e o caminho para o purgatório está bem à sua frente – sorria; zilhares de pobres almas pagando os seus pecados em pé, com aquelas expressões faciais horríveis de sofredores e que se arrependem de nunca terem sido pessoas boas quando tiveram a chance, segurando no frágil suporte de ferro, dançando sobre os buracos do asfalto Estiges, que o Caronte que está ao volante faz questão de ignorar.

E seguimos todos na caravana do tio Hades. Mulheres pecadoras são encoxadas e bulinadas e nada podem fazer.

Vaidosos sofrem com os empurrões que desmancham seu penteado de Elvis, a existência daquele aroma tradicional dos melhores queijos franceses debaixo de cada axila exposta, e para completar, os assentos reservados para gestantes e idosos que nunca estão com gestantes e idosos.

O pesadelo segue por aquele tempo, atravessando a rodovia, cambaleando para lá e para cá, gerando uma náusea desconfortante em marujos que estão sendo desvirginados pela rotina do ônibus – com o tempo, essas pessoas acabam descobrindo Darwin e se adaptam ao ambiente. Depois de alguns séculos, você não consegue mais sentir suas pernas, a temperatura corporal supera os 200 graus fahrenheit, o ar vai ficando rarefeito. Você tenta olhar para os lados, mas seu pescoço está travado você começa a delirar com as virgens do paraíso islâmico. Aí você acorda e percebe a situação ruim: de pé, apertado, encoxado, suado, sem ar.

Nada parece ser pior, mas de repente, sobe no ônibus o famoso Eu Poderia Estar Matando da Silva Paes de Linhares. Esse é aquele passageiro que soma-se às classes das beatas da frente, das fofoqueiras do meio e das crianças do fundo, aquelas pessoas que você acredita serem pagas pela prefeitura para tornar a viagem muito mais desagradável. Ele discursa ali na frente e todos olham, mas é só pra você que ele fica implorando moedas.

Quando ele vai embora, você sorri aliviado e a mulher do banco próximo onde você está se levanta para descer. A felicidade reina, os anjos tocam suas harpas ali perto e um raio de sol ilumina seu rosto. Você está prestes a sentar quando, sem saber de onde veio, uma cotovelada acerta a boca do estômago. Você retorce de dor em pé, pois não tem por onde descer. Segue o trajeto.

Aí, a linda menina passa por você para descer e, milagrosamente, ela não tem o mínimo contato com você. Logo atrás vem a tiazinha criadora de gatos e dá um apertão nas suas nádegas. São quase 40 minutos de sofrimento, até que você chega ao seu destino. Você sorri por dois segundos, mas lembra-se que ainda tem a volta e o resto da semana. Bem que a Discovery poderia gravar um especial do Sobrevivi com vítimas do transporte público ou então um À Prova de Tudo; queria ver se aquele cara que sobrevive a desertos, geleiras e selvas sobreviveria num EMTU ou outra linha suburbana.

Você que blasfema ou pratica magia, tome cuidado, pois o tribunal da inquisição moderno se aproxima e tá a R$ 3,25.

Rebloguei em homenagem à volta do PSV.

Direção defensiva, porque se defender no trânsito é uma obrigação sua.

Não sou colunista social, tampouco tenho funções de protagonista de diversos casos ao qual reporto uma cólera sem fim, e ok, concordo também que lamuriar é maçante, um ato que não é muito receptivo às aceitações alheias.

Mas o caso de hoje é indignante, revoltante, estressante, principalmente para quem mora AQUI, uma cidade neanderthalesca no trânsito e que está em constante desprogressão, desevolução.

Reportar as imprudências DO POVO DAQUI no trânsito nem tem mais graça, visto que toda a população estadual sabe que numa pesquisa realizada, foi comprovado que os mais nós-cegos e sem noção atrás de um volante estão camuflados nos semáforos espalhados pelas principais avenidas da Zona Norte, Sul, Leste e Oeste e dos distritos polares e magnéticos, acessíveis apenas por portadores de teletransporte ou senha do Clube da Luta.

Aí você que está lendo este post pensa que eu estou exagerando por causa de uma revolta ou outra. Pois bem, temos um exemplo de revolta aqui e aqui também…olha, tem mais esse aqui.

Fora os inúmeros casos e causos que acontecem diariamente e que não são filmados, não são repassados. Apenas ficam nas conversinhas de trabalho, como a de hoje de um cara que, saindo da garagem quase me atropelou NA CALÇADA e ainda quis se achar na razão. Ah, vai se foder.

Cadê o DETRAN ou um orgão responsável para fiscalizar as aulas nas auto-escolas daqui (ou seriam do país todo?) e ver o que realmente é ensinado?

Fiz CFC POR AQUI, fiz as aulas práticas AQUI, tirei minha carta na CIRETRAN DAQUI e garanto que aprendi o uso da seta, da preferencial aos veículos da direita em cruzamentos estreitos, o da para obrigatória e inclusive da direção defensiva, que não precisaria desse nome, se não houvesse milhões e milhões de acéfalos mal-educados que praticam a ofensiva por mero lazer ou por filha da putice nata.

Os carros AQUI são mais baratos porque a seta é um acessório opcional.  Juro, os forasteiros ficam surpresos e já prometeram vir comprar tudo por aqui, desfrutando baixas condições, já que a seta é uma luzinha âmbar feia e seu barulho incomoda para ouvir aquele novo som do Justin Bieber na Jovem Pan.

O semáforo AQUI, antigamente, tinha as cores Cinza para parar, Magenta para prestar atenção e Cor-de-burro-quando-foge para seguir adiante. Eles ainda não se acostumaram com as cores padronizadas vermelho, amarelo e verde, visto que furam o vermelho, furam o amarelo e demoram 5 minutos para sair no verde, talvez porque pensem que é um novo estilo de azul e que precisam esperar ou consultar um catálogo pantone.

O que mais? Ah, sim. AQUI também está inovando na direção. Será a primeira cidade no país a apresentar o modelo inglês de direção. As faixas da esquerda se tornaram a de lentidão e a da direita para os playboys apressadinhos, mas ainda não providenciaram nas montadoras a inversão do volante e dos comandos. As do meio ficam por conta de ciclistas e motoqueiros, e quando digo faixa do meio, quero dizer corredores. Poucos deles respeitam realmente, aliás, perdoem-me os ciclistas, quis me referir aos “bicicleteiros” que andam com suas bikes cromadas de 1800 com rodas de aros diferentes, segurando o trânsito.

E o método radical de fazer curvas e conversões? Nossa, deixa eu contar, MORADORDAQUI, quando quer entrar à esquerda, fica na faixa da direita e aposta corrida no semáforo. Se fechar o carro que quer fazer o correto – de acordo com os padrões das outras cidades – ganha 10 pontos. Se ganhar buzinada, ganha 20.

O mesmo acontece nas cidades vizinhas menores, onde pegar o carro e ir para a rua causa medo, mas não é um medo igual em São Paulo como sequestros relâmpagos e assaltos: é o medo de voltar com o carro amassado, se voltar, como voltar.

Obviamente não quis generalizar, pois sei que em toda cidade há casos e casos, e AQUI ainda guarda motoristas bons, que respeitam os outros, os pedestres, ciclistas e etc.

A esses eu só digo que tenho o prazer de conhecê-los e parabenizá-los, por não costurar numa pista estreita de limite de 50km/h a mais de 90 km/h, pondo em risco as outras pessoas que estão na rua, indo trabalhar, levar filhos na escola, enfim, realizar suas tarefas de cidadão.

Deixo esse post em homenagem ao babaca que quis me atropelar na calçada e ainda alegando razão e dizer que, por favor auto-escolas, antes de permitir um aluno apenas pelo dinheiro, por favor, verifiquem se ele foi bem educado, pois se o básico da sociedade está em falta no trânsito, quem dirá em filas, bancos, hospitais e em geral.

Fica aqui meu protesto, minha raiva e minhas desculpas aos que não se encaixam neste perfil arrogante e cretino de pseudos-motoristas.

THE OFFSPRING – NOTHINGTOWN, por mim

And I’ll row it if you steer it
I’ll yell until you hear it
Hold on tighter
With my lighter
Shining through

Let’s make this complicated

Claro, se a vida fosse fácil acho que muitos já teriam desistido. A graça de viver é o de se superar, já que nada que vem fácil possui valor.

Metas e planos são feitos a cada dia na esperança de melhorarmos o que somos e de viver tranquilamente. Repito: que graça a vida teria se ela fosse fácil?

Thinking is overrated

O pensamento é superestimado, sim! Pensar é fundamental, é como um pequeno isqueiro em nossa mente que, ao menor toque de faísca, gera uma combustão de vontade. Nossa cabeça que estipula nossas metas, que faz a endorfina exalar por nossos póros, mordiscar os lábios e ter em mente “eu posso”. Mas pensar apenas não levará a nada se não tivermos coragem de transformar os escritos em fatos.

We’re busting out of this shitty little town

Até que enfim! Levantamos a bunda gorda da cadeira e decidimos mudar nossa vida.

Isso aí, vamos sair desse mundinho de merda que vivemos e procurar nossa satisfação, seja ela física, moral, psiquica, qualquer que seja.

Sem hipocrisias: seja pelo amor, pela companhia, pelo dinheiro. O que importa é a atitude!

Our superhero play, we’ll leave this town today

Chega da capa de mentira e de salvar donzelas imaginárias. Agora é pé na estrada, trouxa nas costas. Um diploma na mão e a aptidão pra exercer uma função.

Eu quero sair daqui e você vem comigo se quiser, mas sairemos hoje. Declaro o fins das brincadeiras e começo da verdadeira aventura.

Hold on tighter with my lighter shining through

Segure-se firme. Meu isqueiro aceso vai mostrar o caminho.

Não preciso dizer de novo que minha vontade é a de sair daqui, né? Preciso sim. Quero que todos saibam o quão feliz e empolgado eu tô pra fazer isso e não é de hoje que a estrada me parece tão simpática!

Esse é, definitivamente, meu Feliz Aniversário para eu/mim/me/myself/moi, mesmo.

Engarrafamento de gente…

Toca o despertador logo cedo. Toca, toca, toca e mais toca, e toca mais uma vez, e de novo e…PORRA, já levantei.

Levanto da cama, espreguiço-me, bocejo, dou uma coçada na coxa e parto pro banho. Após o banho, visto uma roupa batida, cafona e tosca, saio de casa e let’s go work.

São 8h25 ainda e o ônibus não passa. 8h30. 8h32. Atrasou de novo, mas, não tem problema, ele vem descendo logo ali.

Entro no ônibus, o cobrador me assalta e eu passo a catraca. Aconchego-me naquela banco no meio, abraço a mochila e recupero os minutos que perco entre o sono e a saída de casa. Meu pesadelo se aproxima e eu tenho medo de enfrentá-lo de novo, hoje.

Desci no ponto que normalmente desço. Termino de pôr meu pé pra fora do busão e já passa por mim o primeiro ser maligno de meu pesadelo, um pedestre.

Eu tenho uma caminhada de pelo menos 4km do ponto até o trabalho, avenida movimentada da cidade e com calçadas pra lá de estreitas.

Penso comigo “porra, seria tão bacana se algumas leis de trânsitos fossem aplicadas na calçada”. Dou meus primeiros passos e já surge alguém morrendo em pé na minha frente. E eu naquela pressa, e a pessoa não sai da frente. Cortar pelo muro não dá, ainda não tenho o super-poder de atravessar paredes. Pela rua, tampouco, não quero ser atropelado, muito obrigado.

Aí, agora sim, a pessoa que estava me empacando parou pra conversar, aproveito a brecha, me esquivo do corpo e…TCHAN…sigo minha caminhada podendo ditar meu ritmo quando vem outro na contra-mão.

Cara, usa a calçada do outro lado da rua, essa é para aquela dire…droga, esqueci que as leis de trânsito não se aplicam aqui. Tudo bem, sigo meu caminho e agora, além de ficar brincando de “vamos ver quem passa” surge um pedestre à minha frente, da mesma forma que o anterior: totalmente sem pressa.

Mas esse tem bom coração, tá tentando me deixar passar. Vai pra direita quando eu vou pra direita, aí eu tento ir pra esquerda e ele vai também. Paro, espero ele se decidir. Ele ficou na direita, beleza, irei pela esquerda. Não, sai da minha frente, moço. Dá a merda da set…DROGA! de novo sem a procaria das leis de trânsito se aplicando à calçada.

Falta pouco, desci 9h06 no ponto, são 4km, já são 9h14 e não andei nada. Aperta o passo. Tô chegando. Mais um entrando à minha frente, do nada, sem aviso prévio, e eu sigo a passos de zumbi.

Definitivamente, alguém poderia aprovar uma lei que obrigasse pedestres a seguir a ordem (teórica, óbvio) das ruas? Não aguento mais essa situação.

E, sei seu argumento do “tá com pressa? Sai mais cedo”. Mas, meu caro amigo, eu não tô nem um pouco a fim.

Diga “NÃO” aos Rodeios!

Hoje, após todo o escândalo da traição com briga, arranca-cabelo, pisa-na-cara que aconteceu com membros da alta sociedade Sorocaba, começaram manifestações do Twitter contra um vereador que quis revigorar o projeto de lei na cidade que vai contra rodeios.

Como disse no post anterior sobre os cães, não podemos permitir que a tortura a animais continue. Parece que a cada ano que passa, com todos os avanços tecnológicos, da medicina, enfim, o ser humano quer afiar pedras e bater no peito gritando “Buga-Uga”.

Animais não foram feitos para servir, muito menos para serem alvo de diversão com seu sofrimento.

Rodeio e touradas torturam bois e touros.

Para quem não sabe, nos rodeios os testículos dos touros são amarrados, por isso ele fica furioso. E a diversão é ver uma cambada de idiotas vibrando com outro idiota querendo laçá-lo. Além disso, rodeios são feitos para encher bolso de Porcos (desculpem porcos, mas é força de expressão popular) encherem os bolsos, cuecas, meias, e chapéus com dinheiro.

Seja contra essa brutalidade e ignorância. O país precisa de saúde, educação, segurança, transportes e de projetos sociais em melhorias para a população e não em covardias disfarçadas de eventos.

Diga não aos rodeios, não só em Sorocaba, mas no país inteiro.

Acessem: Sorocaba Sem Rodeio