Sono, muy sono;

RERERERE nem durmi nada!

 

 

Quando sobe aos céus a lua

Os cães uivam no quintal

A luz é muito fraca ali na rua

E as cotias correm pelo matagal

Até as orelhas eu puxo minhas cobertas

E, de bruço, enterro a cara no travesseiro

Apago a luz e deixo a porta aberta

E fecho os olhos para um sono passageiro

A chuva torrencial no quintal se aperta

E a Biju e a Lucy se escondem no quartinho

Caralho, esqueci a porta da geladeira aberta

Vou ter que sair daqui só porque eu tava quentinho

De novo cubro as minhas orelhas

E viro minha cara para a parede

Escuto devagar os pingos caindo sobre as telhas

Filha de uma puta, me deu uma baita de uma sede

Vou de novo à cozinha e bebo tudo

Bebo tudo num gole só

Voltarei pro meu travesseiro felpudo

Porque eu tô só o pó

Deito de novo na minha cama

E sinto meu olho começando a fechar

Eis que me ocorre outro drama

Bebi tanta água que deu vontade de mijar

Sigo de novo na escuridão

E ao banheiro eu me desloco

Dou a descarga e lavo minha mão

Volto pra cozinha pra beber outro copo

Deito na cama e começo a roncar, uma espécie de zumbido

Nem acredito, finalmente vou apagar

Mas do meu ronco eu nem termino o dó sustenido

Já vem a porra do despertador me atrapalhar.

 

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