Meia lua pra frente e…pense!

Se compararmos a vida a um jogo de videogame, teremos o seguinte consenso: Tem fase que é foda!

Sabe quando você liga seu console, põe aquela fita poirenta de um jogo plataforma qualquer, segura em suas mãos o controle e, numa fase você derruba todo e qualquer ser que vem à sua frente, na outra você morre, morre, morre, morre e morre mais uma vez, esgota seus continues e mesmo assim fica com aquela sensação de nervoso por não sair de lá e ficar estagnado esperando ação divina?

A vida parece ocorrer da mesma forma: tem dia que a gente vai dormir com o sorriso na orelha, tem noite que nossas angústias vagam pelo nosso quarto e, ao mínimo vacilo seu e aquela cochilada, ela cutuca seu ombro e te acorda, te deixando num transe absoluto.

São essas topadas que servem para te testar, ou talvez apenas te usar como chacota.

É aquela sensação que nada dá certo, pois você é o Rei Midas às avessas: tudo o que toca vira merda. E essa merda suja tudo à sua volta. Suas horas, seus dias, suas semanas viram coletivas frustrações e desgostos e você, normalmente, ou é o vilão disfarçado, ou acaba assumindo a culpa por vacilo alheio.

Mas, por mais que sua consciência fique limpa, você sente o baque martelar seu peito, deixando seu queixo no chão, próximo ao bico do tênis, para que no próximo passo dado eles se choquem e a dor aumente.

Aí, você senta, tenta chorar e o choro não sai. Ele tá entalado como se você precisasse de um requisito básico da fase anterior pra poder realizar essa tarefa. E você pensa mais um pouco, no quanto foi idiota de ter deixado as coisas andarem dessa forma.

Não sabemos se essas coisas são por ingenuidade, por querer fazer o certo, por desespero, ou por vontade de fazer o errado mesmo; independente da sua verdadeira intenção, quando descobre ela já está feita e abaixo das pedras, e sua cara de prego torto após uma martelada estampa sua total incompetência para as pessoas.

Ora, não importa o que as pessoas digam de você, você se põe pra baixo automaticamente e vê tudo ao seu redor se destruir, se esmigalhar como pão seco na manhã seguinte.

Seus amores, suas paixões, suas amizades, seus planos e suas vontades…tudo virá PÓ, tudo vira farelo, e você ajoelha sobre eles, afinal, se não vale a pena chorar o leite derramado, talvez valha remoer as migalhas que sua vida deixa, mas ao contrário do convencional, não é o rastro da direção que você se move, mas a indicação do caminho que você está tomando nesta fase.

Fase ruim ou não, uma hora passa, ou não também. O que importa é você manter sua cabeça fria, e tentar corrigir os erros que você fez com os outros, ou com você mesmo. Ou superar as coisas que fizeram com você.

Afinal, ao contrário de videogames, a vida é uma só e o continue raramente é possível. E também, se você desligar o console uma vez e desistir, será tarde demais tentar essa mesma fase depois do almoço.

Cabeça erguida, peito estufado e sempre a consicência de que atitudes certas devem ser tomadas, arrependimento ou satisfação são apenas bônus que você ganha ao completar aquela missão.

Quem sabe, no fim, você não troca por uma lição valiosa para seguir neste imprevisível jogo da vida.

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