Engarrafamento de gente…

Toca o despertador logo cedo. Toca, toca, toca e mais toca, e toca mais uma vez, e de novo e…PORRA, já levantei.

Levanto da cama, espreguiço-me, bocejo, dou uma coçada na coxa e parto pro banho. Após o banho, visto uma roupa batida, cafona e tosca, saio de casa e let’s go work.

São 8h25 ainda e o ônibus não passa. 8h30. 8h32. Atrasou de novo, mas, não tem problema, ele vem descendo logo ali.

Entro no ônibus, o cobrador me assalta e eu passo a catraca. Aconchego-me naquela banco no meio, abraço a mochila e recupero os minutos que perco entre o sono e a saída de casa. Meu pesadelo se aproxima e eu tenho medo de enfrentá-lo de novo, hoje.

Desci no ponto que normalmente desço. Termino de pôr meu pé pra fora do busão e já passa por mim o primeiro ser maligno de meu pesadelo, um pedestre.

Eu tenho uma caminhada de pelo menos 4km do ponto até o trabalho, avenida movimentada da cidade e com calçadas pra lá de estreitas.

Penso comigo “porra, seria tão bacana se algumas leis de trânsitos fossem aplicadas na calçada”. Dou meus primeiros passos e já surge alguém morrendo em pé na minha frente. E eu naquela pressa, e a pessoa não sai da frente. Cortar pelo muro não dá, ainda não tenho o super-poder de atravessar paredes. Pela rua, tampouco, não quero ser atropelado, muito obrigado.

Aí, agora sim, a pessoa que estava me empacando parou pra conversar, aproveito a brecha, me esquivo do corpo e…TCHAN…sigo minha caminhada podendo ditar meu ritmo quando vem outro na contra-mão.

Cara, usa a calçada do outro lado da rua, essa é para aquela dire…droga, esqueci que as leis de trânsito não se aplicam aqui. Tudo bem, sigo meu caminho e agora, além de ficar brincando de “vamos ver quem passa” surge um pedestre à minha frente, da mesma forma que o anterior: totalmente sem pressa.

Mas esse tem bom coração, tá tentando me deixar passar. Vai pra direita quando eu vou pra direita, aí eu tento ir pra esquerda e ele vai também. Paro, espero ele se decidir. Ele ficou na direita, beleza, irei pela esquerda. Não, sai da minha frente, moço. Dá a merda da set…DROGA! de novo sem a procaria das leis de trânsito se aplicando à calçada.

Falta pouco, desci 9h06 no ponto, são 4km, já são 9h14 e não andei nada. Aperta o passo. Tô chegando. Mais um entrando à minha frente, do nada, sem aviso prévio, e eu sigo a passos de zumbi.

Definitivamente, alguém poderia aprovar uma lei que obrigasse pedestres a seguir a ordem (teórica, óbvio) das ruas? Não aguento mais essa situação.

E, sei seu argumento do “tá com pressa? Sai mais cedo”. Mas, meu caro amigo, eu não tô nem um pouco a fim.

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One comment

  1. Helena Perdiz

    Todo mundo já passou por todas as situações citadas acima, sem dúvidas!
    E a coisa piora quando tá chovendo. Pedestres E guarda-chuvas dividindo o mesmo espaço na calçada. É terrível.

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